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Taxa das blusinhas: imposto é zerado para compras até US$ 50

O governo zerou o imposto de importação em compras de até US$ 50. Entenda o que muda na "taxa das blusinhas", as novas regras do Remessa Conforme e o seu bolso.

Aplicativo Publicado em 14/Mai/2026 5 min de leitura
Imagem de arara de roupas coloridas

Leitura em voz inativa.

O governo federal anunciou uma Medida Provisória (MP) que altera significativamente as regras para quem compra no exterior. Dessa forma, a cobrança do Imposto de Importação sobre compras internacionais, a conhecida “taxa das blusinhas” em compras de até US$ 50 foi oficialmente revogada. Esta decisão beneficia diretamente os consumidores que utilizam plataformas inseridas no Programa Remessa Conforme.

Com o intuito de avaliar o impacto dessa mudança, a PROTESTE | Euroconsumers-Brasil manifestou-se favoravelmente à medida. De acordo com a associação, a iniciativa encerra um retrocesso que prejudicava brasileiros de menor renda. Afinal, esses consumidores dependem do comércio eletrônico para acessar itens variados com preços competitivos.

Por que a revogação da taxa das blusinhas é uma vitória?

Certamente, a “taxa das blusinhas” gerava um custo regressivo para o cidadão. Durante os debates sobre o tema, a PROTESTE defendeu que o consumidor pessoa física não deve receber o mesmo tratamento tributário que grandes grupos importadores.

“A Medida Provisória que revoga a chamada ‘taxa das blusinhas’ é uma decisão muito positiva para os consumidores brasileiros, especialmente os de menor renda. Isso ocorre porque a medida reconhece que não é justo transferir ao consumidor o custo da proteção de setores econômicos específicos”, afirma Henrique Lian, Diretor-Geral da PROTESTE.

Além disso, Lian destaca que manter o Programa Remessa Conforme é essencial. Nesse sentido, o governo prova que pode combater fraudes sem penalizar o poder de compra da população que já lida com o alto custo de vida.

O consumidor final e as grandes empresas

Embora setores da indústria defendam a “igualdade tributária”, a PROTESTE alerta para um equívoco nesse argumento. Isso porque, no comércio internacional de varejo, quem arca com o imposto é o indivíduo, não a empresa.

Conforme explica Henrique Lian, a igualdade só existe entre agentes de mesma natureza. “Uma pessoa física não pode ser equiparada a grandes importadoras atacadistas. Portanto, nada é equivalente: nem a escala, nem a natureza jurídica e nem as mercadorias”, ressalta o Diretor. Desse modo, a MP protege o consumidor de ser usado como ferramenta de reserva de mercado para grandes grupos.

Programa Remessa Conforme

Sim, o Programa Remessa Conforme ainda existe e a associação defende sua continuidade. Visto que o programa trouxe segurança jurídica e transparência, ele deve ser fortalecido. Todavia, esse fortalecimento precisa focar em fiscalização eficiente, e não em novos tributos sobre o varejo de baixo custo.

Em resumo, a PROTESTE reforça que as políticas públicas devem equilibrar os interesses arrecadatórios com o impacto real no bolso dos brasileiros.

Perguntas Frequentes sobre a Taxa de Importação (FAQ)

A “taxa das blusinhas” acabou?

Parcialmente. O governo zerou apenas o imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Contudo, o ICMS estadual continua sendo cobrado normalmente, com alíquotas entre 17% e 20%, dependendo do seu estado.

A mudança já está valendo?

Sim. A medida provisória tem efeito imediato após a publicação no Diário Oficial da União. Portanto, compras feitas a partir da entrada em vigor da MP já podem ter o imposto federal zerado. Vale notar que o texto ainda precisa de aprovação do Congresso em até 120 dias para se tornar permanente.

A partir de quando posso comprar sem a taxa?

A nova regra vale para pedidos realizados após a publicação da MP e da portaria do Ministério da Fazenda. Na prática, plataformas como Shein, Temu e AliExpress devem atualizar os cálculos de tributos no carrinho rapidamente.

Vale para compras já feitas?

Não. Compras realizadas antes da mudança seguem as regras antigas, mesmo que o produto ainda esteja em transporte. Além disso, o governo informou que não haverá qualquer tipo de restituição ou ressarcimento do imposto pago anteriormente.

O que acontece com compras acima de US$ 50?

Atualmente, nada muda. Pedidos acima de US$ 50 continuam pagando 60% de imposto federal e o ICMS estadual. A única diferença é o aumento do desconto fixo no cálculo do imposto federal, que subiu de US$ 20 para US$ 30.

Até quanto pode ser o valor do pedido para ter isenção?

A isenção do imposto federal vale apenas para compras de até US$ 50 (cerca de R$ 245 na cotação atual). Caso o valor seja superior, aplicam-se as regras de tributação integral citadas acima.

Quais plataformas participam da regra?

A mudança afeta empresas que operam no programa Remessa Conforme. Como exemplo, temos a Shein, Temu e AliExpress, que já exibem os tributos embutidos no momento do pagamento.

As compras vão ficar mais baratas?

A expectativa é positiva. Anteriormente, uma compra de US$ 40 pagava 20% de imposto federal mais o ICMS. Agora, sem o imposto federal, o preço final cai. Por exemplo, um item de R$ 100 que custava cerca de R$ 144 pode baixar para R$ 120 em estados com ICMS de 20%.

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