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Como se proteger de golpes por ligação? Veja dicas

Na era digital, muitas pessoas ao redor do mundo estão expostas a diferentes tipos de golpes. Essas ações podem ser feitas por diversos meios, como uma ligação no telefone fixo ou celular. Diante desse cenário, uma dúvida pode surgir: como se proteger de fraudes feitas por chamadas telefônicas? De acordo com o relatório “Tendências de

Aplicativo Publicado em 18/Set/2025 6 min de leitura
Alertas de campanhas contra golpes por ligação ganham força no país | Imagem: Freepik

Leitura em voz inativa.

Na era digital, muitas pessoas ao redor do mundo estão expostas a diferentes tipos de golpes. Essas ações podem ser feitas por diversos meios, como uma ligação no telefone fixo ou celular. Diante desse cenário, uma dúvida pode surgir: como se proteger de fraudes feitas por chamadas telefônicas?

De acordo com o relatório “Tendências de Fraude Omnichannel”, da TransUnion, 40% dos brasileiros entrevistados relataram que já foram alvos de fraudes por e-mail, internet, telefone ou mensagens de texto. Ainda, o documento mostra que o golpe mais aplicado no Brasil é o vishing, prática que usa ligações ou mensagens de voz para capturar dados pessoais das vítimas.

Vale saber que, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país possuía 20,9 milhões de acessos à telefonia fixa em julho de 2025. Já em relação ao celular, 88,9% dos brasileiros com dez anos ou mais possuíam esse aparelho para uso pessoal em 2024, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante desse contexto, quando se trata dos golpes mais comuns aplicados por ligações em telefones fixos e celulares no Brasil, Stefano Ribeiro Ferri, especialista em Direito do Consumidor e formado em Direito pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), elenca as seguintes práticas:

  • Falso sequestro, em que o criminoso finge ter um parente da vítima sob cárcere e exige transferência imediata de dinheiro;
  • Golpe do falso parente, quando alguém liga fingindo ser filho ou neto, por exemplo, em situação de emergência;
  • Golpe do falso funcionário de banco, em que o golpista se passa por um atendente e solicita senhas, códigos ou pede, até mesmo, uma coleta do cartão na residência da vítima;
  • Golpe do falso prêmio, que promete uma recompensa mediante o pagamento de uma taxa.

Assim, para tentar aplicar o golpe, os autores de ligações fraudulentas usam estratégias psicológicas, criando pânico, pressa ou euforia para impedir que a vítima raciocine com calma, como destaca Stefano.

De acordo com reportagem do g1, uma vítima de golpe por ligação perdeu R$ 150 mil, em Goiás, após acreditar que sua mãe foi sequestrada. O caso aconteceu em abril de 2024, em que os golpistas chegaram a comunicar dados da família.

Outro método que pode ser usado, especialmente em ações em que os golpistas fingem ser funcionários de bancos, é citar informações da própria vítima, conforme o portal do Santander. Esses dados básicos costumam ser obtidos nas redes sociais ou em vazamentos de dados.

Principais sinais de que a ligação pode ser um golpe

Entender algumas características comuns nos golpes de ligações telefônicas é um dos primeiros passos para desconfiar de uma fraude e, assim, se proteger. Para isso, Stefano orienta que o usuário observe se a pessoa que está ligando pede urgência extrema, solicita dados pessoais ou bancários, promete prêmios improváveis ou insiste em manter a conversa.

“Outro indício é a falta de identificação clara, o uso de números desconhecidos ou a tentativa de intimidar a vítima”, complementa.

Medidas práticas para se proteger ao atender chamadas suspeitas

A adoção de alguns hábitos também é fundamental na proteção contra ligações fraudulentas. Em chamadas, Stefano recomenda que não devem ser informados números completos de cartões de crédito, códigos de segurança, tokens, senhas bancárias ou senhas de aplicativos.

“Também não é recomendável compartilhar documentos pessoais, como CPF e RG, sem ter a certeza da identidade de quem está falando”, acrescenta.

Outra dica é sempre verificar o número antes de atender. Caso a ligação seja de alguém que se diz ser de uma instituição e a pessoa tiver dúvidas, o especialista orienta desligar e, em seguida, ligar para o canal oficial da instituição para conferir se a chamada era real.

“Também é prudente salvar contatos importantes, para distinguir facilmente números confiáveis de chamadas estranhas”, diz.

Cuidados para proteger idosos dessas fraudes

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o Brasil tinha cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Esse número representa 15,6% da população brasileira.

Conforme Stefano, os golpistas de ligações podem escolher alvos aleatórios, mas muitos costumam procurar idosos para aplicar as fraudes. Os motivos para a escolha desse grupo são diversos.

“Os idosos são mais visados porque, geralmente, confiam mais nas pessoas, atendem o telefone com maior frequência, podem ter limitações cognitivas e, muitas vezes, acumulam reservas financeiras”, comenta.

Assim, é essencial que os familiares adotem cuidados específicos com os idosos, orientando-os a nunca fornecer informações por telefone. Stefano também recomenda deixar um lembrete visível próximo ao telefone, com frases como “não passe senha”.

“Estabeleça uma palavra-chave familiar para validar situações de emergência e instalem bloqueadores de chamadas suspeitas nos celulares”.

Ferramentas e recursos tecnológicos que ajudam no bloqueio de chamadas

Veja quais mecanismos de proteção podem ser aplicados nos aparelhos telefônicos (Foto: Freepik).

Veja quais mecanismos de proteção podem ser aplicados nos aparelhos telefônicos (Foto: Freepik).

Conforme Stefano, alguns aplicativos são capazes de identificar chamadas suspeitas em celulares, bloqueando números denunciados como fraudulentos.

Já no caso de telefones fixos, o especialista comenta que é possível solicitar à operadora o bloqueio de chamadas indesejadas, além de instalar aparelhos ou serviços de bloqueio de números.

Caí em um golpe por ligação: o que fazer?

Caso você perceba que caiu em um golpe por ligação de telefone fixo ou celular, o primeiro passo é interromper qualquer comunicação com o golpista e registrar um boletim de ocorrência.

Stefano acrescenta que se a pessoa fez transferência de dinheiro, é preciso contatar o banco para tentar bloquear a transação. “Também é importante avisar familiares e amigos para que fiquem atentos a novas tentativas”, diz.

Existem campanhas de conscientização sobre golpes por ligação?

Quando se trata de campanhas para ajudar a população, o especialista comenta que bancos, órgãos de defesa do consumidor e Procons realizam ações educativas com mensagens em aplicativos, televisão e, até mesmo, caixas eletrônicos. “Esses avisos alertam sobre os riscos e reforçam que nenhuma instituição pede senha ou código por telefone”, finaliza Stefano.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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