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Materiais escolares: saiba o que a escola pode e não pode exigir

Com o início do ano letivo, muitos pais se deparam com longas listas de materiais escolares. No entanto, você deve saber que a escola não pode exigir legalmente tudo o que está nessa lista. Conheça seus direitos para evitar gastos desnecessários e assegurar uma relação justa com a escola. Veja a seguir o que a

Consumo Publicado em 27/Mai/2025 3 min de leitura
Caderno, papéis, canetas e estojo em cima de uma mesa.

Leitura em voz inativa.

Com o início do ano letivo, muitos pais se deparam com longas listas de materiais escolares. No entanto, você deve saber que a escola não pode exigir legalmente tudo o que está nessa lista. Conheça seus direitos para evitar gastos desnecessários e assegurar uma relação justa com a escola. Veja a seguir o que a escola pode ou não pedir.

A escola pode exigir

As escolas podem exigir a compra de materiais de uso estritamente individual, que os alunos utilizam diariamente nas atividades escolares. Isso inclui cadernos, lápis, borrachas, apontadores, canetas e estojos. A família é responsável por esses itens, e a escola pode solicitá-los de forma razoável, conforme a necessidade do aluno.

A escola não pode exigir

Por outro lado, materiais de uso coletivo não podem ser exigidos. A própria escola deve fornecer produtos como papel higiênico, álcool em gel, materiais de limpeza, copos descartáveis, toner para impressora ou papel sulfite para uso administrativo. Esses itens atendem a todos os alunos e fazem parte dos custos operacionais da instituição.

Outro ponto importante é que as escolas não podem determinar marcas específicas nem exigir que a compra seja feita em determinada papelaria. Os pais têm o direito de escolher onde comprar os itens e quais marcas se encaixam melhor no orçamento familiar, desde que atendam à função proposta.

O que diz a lei

Quando se trata de materiais didáticos, como apostilas e livros, as escolas podem solicitá-los. No entanto, devem justificar sua necessidade com base no projeto pedagógico. Esses materiais devem ser utilizados diretamente nas atividades de ensino e fazer parte do planejamento educacional

Em resumo, a escola pode pedir itens individuais e materiais pedagógicos justificados, mas não pode repassar custos operacionais aos pais. Exigir itens coletivos ou impor locais de compra infringe o Código de Defesa do Consumidor. Fique atento às exigências e proteja seus direitos, e seu bolso.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia a matéria completa da Proteste. 

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.

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